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O livro perdido

Por Alef Maciel

Em um dia chuvoso, no interior de Xique-Xique, Bahia. Eu, Olavo, estava eu em minha casa, triste, pois não tinha ganhado uma boa nota na prova de português da nossa professora “Jahmayca”. A prova estava muito difícil e não consegui me concentrar, mas não importava mais, já passou. Decidi levantar e ir tomar uma garrafa de leite para tentar dormir, desci as escadas, esquentei o leite e logo depois fui dormir, me lembro de ter tido um sonho muito estranho envolvendo alguns personagens das minhas obras favoritas, tais como: O Pequeno Príncipe, a Dorothy de “O mágico de Oz” e os personagens do livro “O jardim secreto”. O sonho era muito estranho e louco, envolvia monstros aterrorizantes, porém o pior de todos era um monstro grande e forte que levava o pequeno príncipe para seja lá onde. Após acordar, decidi não dar muita ligança. Após esse acontecimento, decidi ir no parque dar uma volta, pois ainda estava triste pela minha baixa nota na prova. A caminho do parque, me encontrei com um estranho homem, que dizia vender artefatos mágicos, o mesmo me abordou e disse:

– Já pensou em ter poderes, garoto?

– Como é? – disse eu, com curiosidade em minhas palavras.

– Sim, poderes mágicos REAIS – disse o homem, com malicia em sua voz.

Naquele momento pensei que o homem estava apenas brincando com minha cara, porém ele insistia:

– Poderes magníficos nunca antes vistos pelo homem, e eu lhe ofereço por alguns centavos.

– Não confio no senhor, uma vez uma pessoa falou que iria me vender um cachorro mágico que poderia falar comigo. Assim que dei o dinheiro, a pessoa me esfaqueou e me roubou, e o cachorro morreu depois de 2 semanas.

– Mas eu não sou um vendedor de cachorros, sou um vendedor de itens mágicos e magníficos, agora diga me você irá comprar!?

Decidi então dar mais uma chance aos vendedores e comprei um livro “mágico”. Na capa do livro havia um olho feito de pedras de rubis e safiras e em baixo algumas coisas escritas numa língua desconhecida. No topo, estava escrito: “Você faz a sua própria história”. Pelo fato do livro ser de fato bonito, decidi levá-lo ao parque e ler um pouco. Cheguei numa parte aconchegante do parque, me sentei e assim que abri o livro, um raio me distorceu e me puxou para dentro do livro. Assim que abri meus olhos, vi um lugar escuro onde suas paredes pareciam o interior de um furacão. Nuvens acinzentadas soltando raios de diferentes cores, não tive muito tempo para processar o que tinha acontecido.

Assim que pisquei o olho, acordei num lugar totalmente diferente, uma Cidade gigante, com um palácio GIGANTESCO. Me levantei e comecei a olhar para os lados, vi criaturas estranhas usando óculos com a lente da cor verde, todos olhando diretamente para mim.

– Oh, meu Deus! O que foi isso? – disseram as criaturas olhando diretamente para mim.

– O que é esta coisa? – indagou uma das criaturas.

Levantei do chão e comecei a olhar em volta, vendo todos aqueles bichinhos estranhos.

– Como os olhos dele não queimam?

Após toda aquela cena, fui levado para aquele mesmo palácio que citei, onde encontrei o “Grande Mágico de Oz”. Dentro do palácio havia grandes estátuas de criaturas místicas nunca antes vistas. Me colocaram em um quarto e pediram para que eu esperasse. O rei precisava se preparar para atender novas pessoas, principalmente as que caem do céu. Fiquei esperando, pois não havia muito que podia fazer naquele momento, após alguns minutos, um dos guardas entraram e me levaram para fora do palácio, com a justificativa de que “O rei estava muito ocupado”, logo, fui embora daquela cidade… ilha… seja lá o que aquilo era. Os guardas me escoltaram para fora da cidade, continuei andando e andando, já tinha certeza de que não estava no mundo em que eu vivia. Isso me assustava muito. 

Continuei andando até que achei uma cidadezinha, de nome “Cidade Munchkin”, logo descobri que as criaturas de lá se chamavam “Munchkins” . Cheguei a perguntar onde eu estava, um dos Munchkins me respondeu  “Você está na terra de Oz”. Normalmente eu acharia que isso é uma pegadinha, porém, o dia de hoje já me impressionou o suficiente pra me convencer de que ou eu estou sonhando, ou eu realmente estou dentro do livro, e eu não pareço estar sonhando. Quanto mais eu andava, mais doido eu ficava. Eu tava mesmo dentro daquele livro? Fui andando sem rumo até chegar num deserto, com mais nada em volta, apenas areia, areia e mais areia. Já estava com minha sanidade quase esgotada, até que finalmente acho algo além de areia: um avião caído, parcialmente coberto de areia, sem ninguém. Fiquei meio assustado, aquele lugar não parecia com nada descrito no livro do Mágico de Oz. Olhei em volta do avião, mas não achei  nada de especial, até que de repente, um grande barulho indescritível chegou em meus ouvidos, um grande buraco, parecido com o que me levou para esse lugar, de dentro do portal saíram 3 crianças desconhecidas, corri rapidamente para perto das crianças, que se levantam e dizem:

– Ei, quem é você? – indaga a menina.

– Meu nome? Meu nome é Olavo. – Digo eu com medo.

– E quem seria o senhor, Senhor Olavo?

– Bem, Parece meio estranho e difícil de acreditar, mas fui teletransportado para cá, agora não sei onde estou, nem para onde ir, e quem são vocês?

– Meu nome é Mary Lennox, estes são Colin e Dickon, estamos atrás de um pequeno garoto Loiro com um cachecol vermelho.

Na hora me veio na cabeça, o personagem “Pequeno príncipe”, a descrição batia, tive receio, mas enfim perguntei:

– Por acaso estão falando do Pequeno Príncipe?

– Huummm, eu não sei seu nome, ele não nos explicou muito dele, além dele falar de uma maneira estranha. – Disse Mary

– Entendo, mas mudando de assunto, onde estão indo?

– Não sabemos, apenas estamos pulando em vários portais na esperança de encontrar o garoto.

– Mas afinal, por que ele é tão importante para vocês?

– É ele quem abre esses portais. Ele abriu um portal em nosso mundo que nos sugou, ele disse que queria amigos para brincar, por isso nos trouxe pra cá, mas antes que eu pudesse sequer ficar brava, um ser extremamente imenso, grande, e assustador, levou o garoto por um portal e agora estamos tentando achar o portal certo. – disse Mary.

Fiquei mais confuso ainda, mas decidi me calar, andei com eles por um tempo, e expliquei como eu cheguei lá, estávamos começando a nos dar bem, até que Dickon aponta para o céu e diz:

– Ei, o que é aquilo lá no céu?

Um grande portal começa a se abrir, deixando o céu inteiro pintado de preto. Mary diz:

– Oh, meu Deus!

– Há algo saindo do portal. Vejam!

Um exército de criaturas desceram do seu, acompanhadas de um grande e gigante ser. Seus olhos eram brancos e seu corpo inteiramente vermelho, quase infarto, porém os outros, ao invés, de recuar, continuaram andando em direção a eles.

– Devolvam o garoto! Ele não lhes pertence!

– Se querem o garoto, venham pegá-lo.

Mary avança junto dos dois garotos, e saca uma jóia e aponta em direção aos monstros. Num piscar de olhos, um raio saiu da jóia, dizimando metade dos monstros, uma luta começa, entre Mary, Dickon, Colin e os monstros.

– Vocês NÃO vão estragar o meu plano!

O monstro se junta com todos os outros monstros e vira um ser colossal, e engole o Pequeno Príncipe. Então, num ato rápido, Colin me joga uma pedra e diz:

– Entre no monstro e pegue o garoto! É nossa única esperança

Rapidamente o monstro me pega e engole, mal sabia que aquele seria o pior ato de sua vida. Dentro do monstro, achei o pequeno príncipe, junto de um senhor, encostado na parede e sangrando. Ele tinha uma etiqueta que dizia “Aviador”, o homem olha para mim e me diz: 

– Salve o Pequeno Príncipe…..

Assustado, libero o Pequeno Príncipe e peço para que ele nos libere dali, quando saímos, todos estavam caídos, sem vida. O Pequeno desce, chateado, vendo que Mary, Dickon e Colin não estavam mais ali. Vejo aquela cena e fico paralizado, o Pequeno Príncipe, olhando para os 3 caídos, diz:

– Não acaba assim… não deve acabar assim… você faz a sua própria história…

Após isso, ele estende a mão para mim e diz:

– A brincadeira já acabou, volte para seu lar.

Após isso, acordo no meio da noite, sentado no banco daquele mesmo parque, fiquei aliviado, era tudo um sonho, mas meu alívio não demorou tanto quando percebo que em minhas mãos, havia algo, uma pequena jóia.