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A missão de salvar o Pequeno Príncipe 

Por Marcella Castro

Depois de 10 anos, Mary Lennox, agora com 20 anos e maior de idade, era uma linda menina. Todas as pessoas que a conheciam sempre diziam que ela era uma menina doce e gentil, ela não era mais “Mary que só fere”, sua pele não era mais amarelada e sua personalidade era doce e simpática. Depois de sair do Solar de Misselthwaite, estava começando uma nova vida na Romênia com seu namorado Dickon Sowerby. Quando Mary completou 16 anos, Dickon resolveu fazer uma surpresa romântica para ela, o que Dickon não esperava era que Lennox sentia o mesmo por ele. Eles ficaram juntos por um bom tempo no Solar. A única coisa que os incomodava era que a Senhora Medlock não aprovava o relacionamento deles, proibindo-os de ficarem juntos, mas eles acabavam se encontrando às escondidas na casa dos amigos de Dickon, como Benjamin, o melhor amigo de Dickon Sowerby. Benjamin era um menino doce e gentil, seus cabelos eram castanhos e ele morava em um chalé perto de Martha e Dickon. A Senhora Medlock passou a proibir Dickon de frequentar o Solar quando descobriu o relacionamento dos dois, e ainda tinha um tratamento diferente com Mary sempre a tratando com frieza e crueldade, pois não aceitava o relacionamento, ao contrário Benjamin sempre incentivou Dickon a lutar por Mary e ajudou na surpresa romântica. Depois de muitos anos enfrentando muitas coisas sozinhos, ela e Dickon resolveram se mudar para a Romênia

     Quando Mary e Dickon estavam arrumando as coisas para sair da mansão ouvem Colin:

– Para onde estão indo? – Perguntou Colin curioso.

– Estamos nos mudando para a Romênia  – respondeu Dickon.

– Posso ir com vocês? – Disse Colin, muito animado com sua pergunta.

– Precisamos conversar sobre isso ainda – respondeu Mary.

Após o jantar, eles conversaram e decidiram levar Colin com eles, o mesmo ficou muito animado e foi arrumar suas malas. Após Dickon, Mary e Colin arrumarem suas coisas, se despediram de todos os criados, e por último foram se despedir de Martha, a mesma ficou muito emocionada por eles estarem construindo uma vida juntos e disse:

– Eita! Estou muito feliz por você – disse Martha emocionada.

– Iremos sentir sua falta, Martha, obrigada por todos os momentos bons, todas as vezes que você cuidou de mim – disse Lennox.

– Fico feliz que você, Mary, virou uma moçoila independente e bonita. Também sentirei sua falta, querida – respondeu Martha, enquanto abraçava Mary.

– Sentirei sua falta também, queridos – disse Martha para Dickon e Colin.

– Sentirei igualmente a sua – respondeu Dickon Sowerby.

– Também sentirei a sua, Martha – respondeu Colin Craven.

O trio abraçou Martha, mas quando foram se despedir da senhora Medlock, ela não aceitou muito bem a saída deles do Solar:

– Vocês não devem ir embora deste Solar, nunca deveriam ter saído, isso deve ser ideia da Mary, tenho certeza – disse a Senhora Medlock. 

Porém eles não ligaram muito para a mesma e foram para os portões da mansão. Uma carruagem branca com os detalhes em amarelo estava à espera deles. Após subirem na carruagem o cavaleiro disse:

– O trajeto é longo até chegarmos no aeroporto, umas duas ou três horas de viagem – Disse o cavaleiro enquanto pilotava a carruagem

O trio não ficou feliz com a notícia, mas não havia muito a se fazer no momento, apenas aceitar que a viagem seria longa e demorada. Estava um silêncio constrangedor na carruagem, até que Dickon decide “quebrar o gelo” e comenta:

– Estão ansiosos com a nossa viagem?

– Estou sim, a única parte ruim é o caminho até lá, queria poder estar lá em um piscar de olhos – disse Colin. 

– Também estou ansiosa, o único problema é a demora, mas nossa viagem será incrível, principalmente porque estaremos juntos – comentou Mary.

O tempo passou rápido, rápido até demais, quando eles saíram do Solar de Misselthwaite era por volta de 15:30 e quando se deram por conta já era por volta de 18:00. O pôr do sol estava lindo e o vento batia na carruagem que fazia os cabelos ruivos de Mary voarem, enquanto isso Colin estava dormindo, e Dickon observava Mary, que estava deitada em seu ombro, até que depois de alguns instantes Dickon acaba adormecendo.

A viagem, que já era longa, conseguiu se tornar mais longa ainda, pois o cavaleiro parou em alguns lugares para pedir informações e conversar com seus amigos, e isso, claro, acabou atrasando mais ainda. Quando era por volta de 23:00, todos foram acordados no susto pelo cavaleiro, eles estavam em uma estrada escura e sombria, e as luzes eram inexistentes, só havia árvores e o som dos animais, quando foram acordados questionaram o cavaleiro sobre onde estavam e o cavaleiro argumentou:

– Não posso passar desse ponto, as carruagens pagam 24 xelins, e eu infelizmente não possuo esse dinheiro, vocês terão que ir andando desse ponto até o destino, são 15 minutos.

– Se você sabia que não poderia passar daqui, porque não nos avisou, não teríamos chamado você, teríamos ido de outra maneira – disse Dickon zangado.

– Você está irritado? – disse o cavaleiro intrigado.

– Estou sim, você poderia ter nos informado e não perderíamos nosso tempo e além do mais perdemos o nosso voo por conta das suas ações, você como um cavaleiro é um incompetente que não sabe exercer suas ações, você conseguiu atrasar nossa viagem, conversando com os seus amigos. 

– Já que você está tão irritado, pode descer da minha carruagem, não faço questão de levar seu amigo e sua namoradinha – disse o cavaleiro irritado.

O trio desceu da carruagem e foram em direção ao seu destino. Dickon estava irritado e Mary e Colin tentaram acalmar ele, porém não obtiveram sucesso.

– Esse cara é um idiota, além de nos fazer perder nossa viagem nos expulsou da maldita carruagem dele – disse Dickon irritado.

– Você precisa se acalmar, Dickon, se não você pode acabar estragando nossa viagem – disse Mary.

– É verdade, Dickon, entendo que esteja estressado com a atitude do cavaleiro, ele realmente foi muito idiota e incoveniente, a atitude dele de nos deixar nessa rua isolada e sombria, mas você precisa se acalmar – disse Colin.

– Vou tentar me acalmar.

Depois de alguns minutos, eles finalmente chegaram ao aeroporto, ambos cansados, Colin e Dickon estavam na sala de espera do aeroporto enquanto Mary resolveria a questão das passagens. Por sorte Mary conseguiu um voo que sairia ao meio dia. Mary conseguiu um quarto de hotel para o trio ficar hospedado pelo menos até o horário do voo. Pegaram suas malas e foram para o hotel e lá dormiram. O quarto era simples e confortável, possuía três camas com um banheiro e um armário para guardar as malas. Quando amanheceu, o trio tomou café no hotel e foram para o aeroporto, que ficava uns 10 minutos dali. Ao chegarem lá, Dickon conversou um pouco com Martha, disse para a mesma que estava muito feliz com a sua nova vida, enquanto Colin e Mary passeavam pelo aeroporto. Logo depois de  algumas horas, eles foram para o avião Mary e Dickon sentaram juntos e Colin ficou no fundo do avião. Após algumas horas, eles finalmente estavam na Romênia. O avião pousou, eles desceram e pediram um táxi para chegar até a casa onde eles ficariam.

Chegando lá, eles notaram que a casa era grande como o solar de Misselthwaite.

– A  casa é muito linda, parece um palácio – disse Dickon. 

– Você tem bom gosto para escolher casas, Dickon – responde Mary.

– Eu sei, Mary, fazer o que se tenho bom gosto.

A casa era grande e espaçosa, possuia uma arquitetura e modelo bem antigo, como de um palácio. A propriedade tem dois andares, nove quartos, uma sala de jantar e outra de estar. Dickon foi para o quarto e Colin também. 

Como Mary sempre foi uma menina curiosa, antes dos meninos acordarem, ela decidiu explorar a casa, embora algumas portas ainda estivessem trancadas. Colocou um vestido amarelo e foi andando por cada lugarzinho da casa, até que ela partiu para o lado de fora da propriedade e para sua surpresa era um jardim, o jardim estava muito mal cuidado e ela decidiu comprar ferramentas para reconstruí-lo.

– Vou comprar ferramentas para fazer um novo jardim secreto – disse Mary, muito alegre.

– Nós iremos construir esse jardim juntos, senhorita Mary – disse Dickon, enquanto abraçava Mary por trás.

– Dickon, que susto! achava que você estava dormindo e você aparece aqui do nada – disse Mary assustada.

Dickon riu de Mary e juntos foram comprar as ferramentas para dar vida ao novo jardim. Após chegarem em casa, acordaram Colin para os ajudar a plantar sementes no jardim. Chegando lá, Dickon e Mary plantavam as sementes enquanto Colin segurava as ferramentas de jardinagem. Eles plantaram tulipas, rosas, amoras e morangos. O jardim os fez lembrar dos tempos do jardim secreto.

Depois de cuidarem do jardim, foram para a cozinha, tomaram chá e comeram bolo de morango. Depois de comerem, eles lavaram as louças e subiram para seus quartos. Mary viu que uma das portas que antes estava trancada agora estava aberta, Mary como era curiosa entrou no cômodo secreto e para sua surpresa era uma biblioteca. O lugar era sombrio, com altas estantes e alguns livros no chão. Um deles era intitulado ”fatos sobrenaturais e criaturas místicas”. Mary decidiu ler o livro, fechou a porta e foi para o seu quarto. Chegando lá, Dicko a viu com o livro e perguntou:

– Onde você achou esse livro?

– Achei na biblioteca.

Dickon deitou e dormiu. Mary foi ler algumas páginas do seu livro, e acabou adormecendo ao lado de Dickon, pois ainda estava cansada por conta da viagem. Ao amanhecer, Mary levantou e foi fazer sua higiene matinal, foi ao quarto de Colin para chamar o mesmo para tomar café, eles desceram e logo depois Dickon acordou. Mary havia tido um pesadelo com uma criatura do livro, os centauros, a mesma sonhou que ele a perseguia em um deserto. Mary decidiu contar sobre o pesadelo para Colin e Dickon, mal ela sabia que esse pesadelo se tornaria realidade.

– Hoje tive um pesadelo, sonhei que era perseguida por um centauro em busca de um príncipe em um deserto – disse Mary.

Colin e Dickon riram do sonho de Mary e começaram a zoar da mesma.

– Cuidado com os centauros senhorita Mary.

– Cale a boca Colin – disse Mary irritada.

Mary saiu estressada da cozinha, enquanto Colin e Dickon riam da mesma, ou melhor, de seu sonho esquisito. Mary foi até seu quarto e leu mais páginas do livro, mais tarde o trio decidiu dar uma volta no centro da cidade de Bucareste. Eles saíram da mansão e pediram um táxi para chegar até o centro, quando chegaram lá foram em algumas lojas, até que notaram um homem preocupado com algo ou alguém que estava desaparecido. O homem era alto e usava uma roupa social. Dickon curioso com a situação perguntou ao homem o que ele estava procurando.

– Desculpa pela pergunta, mas o que você está procurando exatamente?

– Estou procurando um príncipe, um pequeno príncipe, ele se perdeu e não o acho mais – disse o homem.

O trio ficou comovido com o homem que se identificou como Aviador e decidiu ajudar o mesmo. Eles caminharam pela cidade inteira e nada, o Aviador estava ficando desesperado porque havia perdido ninguém mais ninguém menos do que Pequeno Príncipe. O Aviador marcou o local exato e a hora que eles iniciaram uma missão, achar e resgatar dos perigos da cidade o Pequeno Príncipe. O trio foi para a casa e se preparou para a missão, eles pegaram equipamentos, lanternas, pois não sabiam quando voltariam e foram para o local exato marcado.

Chegando lá, o Aviador já estava lá e agradeceu ao trio por ajudarem ele nessa missão. Eles pegaram um avião em direção ao deserto, algo que demorou quatro horas. Chegando lá, eles desceram do avião e Mary estava desconfiada da situação e ficou atenta a todo tempo, ficando um pouco longe do Aviador. O deserto estava escuro e não era um deserto normal a areia do deserto era azul e era escorregadia, logo começaram as buscas pelo Pequeno Príncipe, o deserto possui uma floresta sombria e eles se separaram. Colin, o Aviador, Mary e Dickon foram em direção à floresta e ouviram alguns barulhos vindos da floresta. 

Quando foram lá, viram uma caverna brilhante e resolveram entrar. Dentro da caverna havia centauros e o Pequeno Príncipe enjaulado, com enormes centauros cuidando da sua jaula. Eles ficaram assustados e saíram correndo, porém Mary escorregou e isso acabou fazendo barulho. Os centauros começaram a correr em direção a Dickon e Mary, eles tentaram se esconder, porém os centauros eram mais rápidos, e um deles acabou pegando Mary, porém a mesma conseguiu escapar. A dupla se separou e ficaram perdidos na floresta sombria e fria, apenas com uma lanterna. 

Mary estava assustada, e se queixando do porque ela havia ido nessa aventura, e que seu sonho havia infelizmente se tornado realidade. Por pouco Dickon encontra Mary e juntos resolvem sair da floresta, enquanto isso com Aviador e Colin, eles estavam escalando a montanha atrás do Pequeno Príncipe, eles estavam muito tranquilos com a aventura deles, enquanto Dickon e Mary estavam perdidos em uma floresta com risco de centauros irem atrás deles, por incrível que pareça o grupo conseguiu se encontrar e avisaram o Aviador que o Pequeno Príncipe estava enjaulado em uma caverna com centauros. O grupo foi em direção a floresta, dessa vez armados. Dickon estava contando sobre os centauros, porém chegando lá, estranhamente não havia nenhum centauro.

– Cadê os centauros que você havia dito senhor, Dickon e senhorita Mary – disse o Aviador.

– Eu juro que eles estavam aqui, nós vimos eles e agora, por alguma razão, eles não estão aqui nesta caverna – argumentou Dickon.

Eles entraram na caverna e o aviador quebrou a jaula do Pequeno Príncipe e finalmente ele estava a salvo nos braços do aviador. O mesmo estava muito feliz, pois havia sido libertado dos centauros que o batiam e o humilharam diversas vezes ao dia. Enquanto isso, Mary estava do lado de fora da caverna, até que ela viu uma figura estranha atrás da caverna, a figura foi atrás dela e era Oz, do reino mágico de Oz. Ele conversou com Mary por alguns minutos, mas depois que viu alguém vindo ele desapareceu, eles saíram da caverna com o pequeno príncipe nos braços e foram embora do deserto com uma sensação de missão comprida.

Mary decidiu contar a Dickon sobre Oz e ele não acreditou, pois sempre tinha ouvido falar sobre Oz, mas nunca o viu pessoalmente. Mary dormiu no colo de Dickon até chegar na Romênia, depois de algum tempo o Aviador contou sobre o deserto e que ele rodeava Oz. Dickon ficou encantado e contou ao aviador sobre a aparição de Oz, e Colin o viu também e disse que Oz havia tirado os centauros dali para tirar o Pequeno Príncipe daquela situação. Como Mary estava dormindo, não ouviu essa história. Eles chegaram na Romênia e vivem suas vidas no palácio.

Atualmente Dickon e Mary se casaram, eles se casaram em um lindo palácio que estava decorado com rosas e violetas. Mary estava usando um vestido branco longo e Dickon usava um terno amarelo com preto, eles se casaram no pôr do sol e lá estavam a Martha, os amigos de Dickon, as amigas de Mary e entre outros convidados,mas agora  você deve estar se perguntando e o Colin e o aviador?

Colin hoje em dia é um ótimo médico na Irlanda, já que se mudou da Romênia após se casar. Vive feliz com sua esposa chamada Lisa. Ele não é mais próximo de Dickon e Mary devido a uma briga física entre Dickon e Colin por conta do ciúmes de Dickon. Isso resultou em uma inimizade entre eles. O Aviador vive no deserto com o Pequeno Príncipe e ainda se lembram do dia em que Mary Lennox, Dickon Sowerby, Colin Craven e o Aviador estavam em busca do Pequeno Príncipe.

 O Solar de Misselthwaite infelizmente não existe mais, já que foi vendido para um desconhecido. A Senhora Medlock desapareceu, ninguém possui notícias dela, alguns dizem que ela se mudou. O senhor Craven infelizmente faleceu por problema na coluna e deixou apenas lembranças boas para todos que um dia já o viram. Colin ficou muito triste pela morte de seu pai, e também pela Senhora Medlock, afinal ela era uma pessoa boa, só era amargurada, e no final das contas sempre será Dickon Sowerby e Mary Lennox para sempre.