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Os Parentes Ausentes

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Por Jessé Salvino Cardoso.

O momento nos convida uma reflexão da figura sombria de Abimeleque e assim dando continuidade a série “Vilões da Bíblia” e a subcategoria “israelitas rebeldes”. Nessa terceira coluna falando sobre os parentes ausentes.

Sinalizar uma ausência coletiva significa traduzir a ideia original revela a importância que os parentes possuem na vida de crianças.Os filhos e filhas de Abimeleque lhe perguntavam o motivo da ausência dos demais tios de ordem paterna, ele ficava sem saída.

Portanto uma criança necessita conhecer em primeira mão tios e tias numa relação parental saudável e madura. Tal situação para a figura sombria de Abimeleque não tinha explicações exatas ou minimamente aceitáveis.

A figura sombria de Abimeleque respirava diante das dúvidas incalculáveis das crianças por hora muito complexas como um pai bem presente como ele.

Realmente um pai dar boas explicações para os filhos acerca de tios era um drama brechtiano bem anatômico para um sujeito complexo como a figura de Abimeleque.

E ele devia contar os mínimos detalhes de tal fato que manchava sua polifonia da existência, ele deveria ser um narrador de uma chacina ou um fratricídio que patrocinou, temos um conjunto de dúvidas sartreanas.

Naturalmente as crianças iriam escutar minimamente sua boa narração de uma tragodie escrita por um escritor como Peter Handke, ou seja uma tradução.

Temerariamente o pai de forma educada redigiu e narrou atentamente os detalhes frios da chacina de setenta pessoas. As crianças ouviam toda a narrativa em silêncio sepulcral.

E cada detalhe coexiste com as dúvidas existenciais do narrador em destaque aplicando suas forças em cada sutil peça da memória era um enorme risco.

Sinceramente era necessário detalhar vários sinais de um choque emocional variando com as dúvidas coletivas de cada filho em especial, tais dúvidas lhe assombravam o pobre pai.

As ausências não eram justificáveis perante cada filho em especial, os filhos com certeza davam boas reclamações a mãe que silenciosa passava de vez em quando.

Usualmente o pai Abimeleque traduzia essa tragodie com notas frustrantes de uma polifonia da vida. Categoricamente era um enorme desafio , pois as crianças crescem e os brinquedos mudam , e a daí os pais reclamam.

Situar as ausências de setenta pessoas que poderiam fazer parte de sua vida era algo altamente complexo.Saber que seu próprio pai matou seus inocentes tios em uma luta por poder.

E a figura sombria de Abimeleque vivia uma ‘Bem -aventurada Infelicidade’ escrita por ninguém menos que o nobre escritor Peter Handke. Nesse caso, a luta encaniçada pelo poder revela o fracasso da figura de Abimeleque.

Não restam escolhas, ele tinha que aceitar as consequências bem severas da vida , em forma de crianças curiosas que apenas cortavam seu passado como tordos cantando a beira de um litoral rochoso.

Talvez ele pensasse que tudo fosse um velho quebra-cabeças infantil, os mortos não contam contos e as respostas poderiam ser um pouco mais perigosas.

E cada ausência traduzia um caminho sem volta ou retorno exato, Abimeleque conhecia as causas e os motivos que o conduziram a estrada do fratricídio, era uma rota onde os tordos somente poderiam cantar, sem desafinar.

Simbolicamente era um pai sem saídas com os filhos e com seu conflitante passado, bem meu prezado leitor nesse caso convido você a ler graciosamente a obra “bem-aventurada Infelicidade” escrita pelo escritor Peter Handke.

www.choraminhices.com.br

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