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O Brexit e a União Europeia

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Por Jessé Salvino Cardoso.

Neste artigo se propõe a discutir atentamente a política em suas múltiplas facetas. Na perspectiva antropológica a política pode ser vista em três ângulos diferentes, mas que se interagem entre si ao longo da História da humanidade, tal interação abre um conjunto infinito de nuances que produziram tipos e ideologias, que assim permeiam nosso pensamento quando tocamos no assunto.

Que o leitor pode olhar com mais atenção, nas linhas seguintes: no ângulo ocidental que abrange todo o continente europeu, onde se nasce ás origens da democracia que temos conhecimento.

Como o leitor pode ver assim avançamos em nossos assuntos. Após encerrar a série sobre o Absolutismo na França, após ter falado acerca da invasão da Sérvia, após ter comentado acerca da II Guerra Mundial, cabe agora comentar a relação Artes e Guerra. Nessa coluna irei abordar O Brexit e a União Europeia.

O Brexit é a abreviação de Britain Exit, uma expressão inglesa que significa “Saída Britânica”, na tradução literal para o português. Este termo se refere ao plano que prevê a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).A decisão sobre a saída do Reino Unido do bloco econômico europeu foi feita a partir de um referendo popular (plebiscito), realizado em 23 de junho de 2016. Com 51,9% dos votos, a maioria dos cidadãos britânicos optaram pelo Brexit, contra 48,1% que apoiavam a permanência do Estado na União Europeia.

Bem ao olhar a participação do Reino Unido na fundação da União Europeia, isso é bem interessante olhar um pouco para os dados históricos da própria UE. Para a saída do Reino Unido foi invocado o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que prevê que qualquer Estado-membro da UE tem a liberdade para sair do bloco econômico de modo voluntário e unilateral. Também fica determinado que o prazo máximo para as negociações de saída é de dois anos, caso não haja uma decisão unânime que prorrogue este tempo.Por ser inesperado, não há “mapa do caminho” para trilhar. O artigo 50 da EU será acionado pela primeira vez. Jean-Claude Junker, presidente da União Européia, quer iniciar logo o desenlace. Resta saber como os europeus vão reagir, pois eles são o lado traído desse casamento que chega ao fim. E, como se sabe, o lado traído sempre fica com algum ressentimento.

Realmente com a Brexit, o Reino Unido entra para a história como o primeiro Estado-membro a sair da União Europeia.Isso de fato sinaliza de forma presente que o bloco precisa ser reformulado á contento.Inicialmente, os líderes do bloco deveriam pensar acerca do tema de forma reflexiva , ponderaram com os inúmeros fatores que levaram a essa saída, que deveria ser bem aceita pelos demais membros da UE.

É bom não esquecer que os britânicos sempre tiveram um pé atrás: entraram tardiamente na então Comunidade Européia e não estão entre os signatários do Tratado de Maastrich, que criou a zona do euro e a moeda única.No Reino Unido, há dois setores sociais que nunca ficaram contentes com a adesão a Europa. A entrada tardia no bloco também revelou essa possível preocupação já no nascimento do bloco, deveria ser levantada de foram atenta.

Xaropando o conjunto de fatores que facilitaram a saída do bloco:Primeiro e acima de tudo: os britânicos votaram contra os migrantes e o risco que eles representam ao sistema de seguridade social (expresso no papel da NHS, um SUS melhorado e que funciona) e as conquistas do welfare-state do pós II Guerra.A segunda razão pela qual os britânicos decidiram se afastar da União Européia se deve o fato de que as pessoas simples não sentem as vantagens de estarem em um bloco econômico supranacional.A terceira razão pela qual o voto para sair da União Européia ganhou o plebiscito está relacionado a um fenômeno curioso, que nem mesmo os sociólogos e os analistas entenderam: houve uma flagrante derrota do status quo britânico!

Inicialmente a Europa falhou na comunicação e na relação com os europeus, fenômeno semelhante pode ser observado em muitos outros países, e talvez até estimule mais intentos de ruptura (líderes continentais já anunciaram que vão defender a realização de plebiscito, com a direita francesa, Marie Le Pen, avant garde). Os burocratas de Bruxelas fazem ouvidos moucos as críticas do povo e os líderes políticos nacionalistas tem sido ágeis em capitalizar este descolamento entre a base social e as elites.

Talvez não tenham parado para analisar criticamente as consequências do Brexit para o Reino Unido nas linhas da economia que faz a UE caminhar e olhar para o futuro.Uma imagem poderia explicar as estimativas dos analistas em relação ao Brexit, a saída britânica da União Europeia (UE). É a de um jogo de dominó, mas com as peças caindo para trás, numa inversão ao que vinha ocorrendo década após década no continente. Sentimentos nacionalistas e de rejeição ao padrão global marcado pela austeridade se unem para pôr em xeque o modelo de blocos econômicos.

E a Inglaterra em particular é uma ilha, uma monarquia com identidade forte. Nunca aceitou o euro, por exemplo. Nunca aceitou bem as decisões opacas vindas de Bruxelas. Nunca houve uma identidade reconhecidamente europeia. De um lado, havia os imigrantes. O resultado disso é o advento do tal dominó invertido. Há um risco de regionalização, com cada vez mais buscas de separação. Haverá até mesmo acordo entre grandes cidades. Isso vai de encontro a tudo o que ocorreu nas últimas décadas. Ficará mais nítida a existência de uma Europa do norte e outra do sul, cada uma com sua velocidade. Pesou muito a existência de pessoas carentes e o modo tecnocrata e autoritário com que a UE as tratava.

A isso, somou-se o fato de o lado cultural europeu nunca ter sido bem entendido por metade da população britânica.Em Londres, 40 mil já pedem independência.A regionalização que poderia chegar até as cidades já se fez notar na sexta-feira – e de forma paradoxal, porque defende a saída londrina do Reino Unido, mas a permanência na UE. Mais de 40 mil londrinos assinaram manifesto pedindo para permanecer na UE e ser independente do resto do Reino Unido, em resposta a vitória do Brexit.

Usualmente o bloco saí com enormes perdas. Enquanto tudo isso ocorre no Reino Unido e arredores, os outros países da UE ameaçam seguir o exemplo britânico e já tentam negociar vantagens com Bruxelas. E o próprio bloco teme a perda de influência. O Reino Unido é a única potência nuclear europeia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com a França.Outro efeito deve ser a redução da chegada de migrantes, o que levaria à falta de mão de obra nos setores de construção e serviços.

No entanto, futuramente, caso decida voltar a fazer parte da UE, o Reino Unido deverá formular um novo pedido de adesão ao Conselho Europeu. Após deliberação e voto unânime do Parlamento, o Estado pode voltar a ingressar o bloco econômico.O Parlamento Europeu cabe decidir se aceitar novamente o Reino Unido outra vez no bloco ou não, que decidirá via voto facultativo a questão da presença de inglese no bloco, requer olhar atentamente para esse enorme desafio. A questão na verdade desde da formulação do país em pedir de foram direta a reentrada no bloco de maneira formal e séria , decerto essa solicitação vai de encontro com a linha de acordos diplomáticos bilaterais que irão envolver o bloco e o país em questão.Esses acordos na verdade irão alinhar os propósitos de reentrada.

Inicialmente, devo aqui analisar os fatores ou consequências de forma separada e contextualizada. O primeiro fator ou consequência tem um enorme peso , a presença de migrantes estrangeiros levou milhares de ingleses contra sua permanência no bloco consideraram importante manter vivo o espírito nacionalista , que os europeus perderam sua manutenção gradual em negócios com os ingleses, tais negócios e projetos ficaram em terceiro plano mediante essa saída brusca. Para os ingleses o nacionalismo deveria ser revisitado no momento apropriado, essa ascensão demonstra o interesse em sair do bloco.

Assim , o segundo fator aqui tem imenso valor. Os agricultores ingleses questionam sua produção com relação o bloco que age como um agente supranacional, e sua agricultura nacional perdeu o peso no contexto mundial em razão de ser membro do bloco.Ao analisar economicamente o contexto de queixas e reivindicações dos lavradores se resumem a terem mais participação nos lucros,invés de obedecer os ditames dos tecnocratas de Bruxelas.

O peso da reivindicação reside exatamente aí, os lavradores estão cansados de obedecerem as ordens de Bruxelas e perderem a visibilidade econômica, os governantes ingleses por outro lado consideraram importante a recuperação do seu papel econômico diante do mundo como mais relevante na perspectiva geopolítica atual em momentos complexo como estes. Aos governantes cabia ouvir atentamente as reivindicações que as ruas clamam por uma decisão fria e exata, as conexões entre os interesses econômicos e o nacionalismo são claras de forma devida e sombria.

E em outros termos a saída do Reino Unido sinaliza para o bloco que é necessário realizar uma nova reformulação do mesmo em potencial, e que outros membros do bloco desejarem saírem e esfacelar o bloco.As outras nações enxergam nesse mesmo horizonte utópico recuperar de forma atenta a mesma visibilidade que tinham antes da existência do bloco. Essas ações são no mínimo questionáveis e duvidosas que instigam uma mente analítica entender todo processo bem difícil por sinal.

Ultimamente essas ideias desnorteadoras tem tomado a cabeça de governantes e governados em todo bloco europeu.Aos governantes resta aqui alguns conselhos bem prudentes que precisam ser ouvidos, bem governar diz um célebre ditado realmente é para os poucos que tem ousadia e capacidade para lidar com as complexas vicissitudes do poder , muitos desejam o poder porém poucos alcançam o mesmo. O desejo não faculta o querer , e na política querer realmente não é poder.

Realmente na política as regras são outras . Na política quem vence não são os desesperados como nas igrejas protestantes. Na política quem vence, sabe manipular atentamente as ferramentas oferecidas no dia da eleição e nos dias seguintes ao pleito, mas poucos governantes aprenderam a usar bem essas ferramentas no momento adequado onde se faz realmente necessário dentro do contexto político.

O momento exige do governante entender todas estas minutas para sejam relevantes para todo seu mandato como um governante exemplar dentro e fora do contexto europeu. A primeira minuta a decisão das ruas tem soberania absoluta diante das decisões do governo ou do Congresso em apreço.A participação do cidadão deve ser considerada com um grau de respeito que sem ela , não haveria governantes no mundo.A vontade soberana não pertence ao governante, mas pertence por condição a quem o elegeu, infelizmente muitos governantes sofrem de uma amnésia ingrata para com seus eleitores.

Perante essa duas importantes minutas que são bem relevantes no caminho de aprendizagem de um governante quer jovem ou velho no exercício de poder. A primeira minuta encerra a ideia de que o poder emana da ação e vontade do usuário do mesmo, infelizmente muitos políticos não deram a devida atenção a esse detalhe sério da governabilidade , pois ele é um atrativo para os fracos e um porto seguro para os fortes em saber manobrar o leme do poder em tempos tempestuosos como os nossos dias. E a segunda minuta levanta a resposta das ruas tem total soberania acerca das decisões do governo.

Encaminhando-se para uma possível e inconclusa conclusão, vou aqui listar a sequência de atos e decisões que um governante inexperiente, ou um um experiente, e um possível candidato deve aprender ao longo do tempo quando isso se fizer necessário na vida pública. Segundo um cineasta a vida publica também é uma forma de aprendizagem para o resto da vida, bem a visão do cineasta está correta com as nossas colunas de política.

Inicialmente nessa conclusão quero apontar duas falhas que os tecnocratas de Bruxelas e os governantes cometeram cegamente , sem respaldo popular nenhuma decisão vai á frente. A primeira falha foi a busca por equilíbrio financeiro de forma desmedida sem olhar para os riscos que essa mínima decisão poderia causar os efeitos colaterais, em uma hipótese os riscos são de fato enormes. O equilíbrio financeiro resultaria talvez em obedecer e reler os tratados diplomáticos feitos durante anos e anos para a manutenção do bloco, esses tratados tem enorme peso na lembrança de governantes e líderes do bloco, porém esqueceram de todos tratados diplomáticos.

A segunda falha cometida com total insegurança pelos tecnocratas, foi ouvir o povo inglês numa péssima hora para uma decisão posterior acerca da saída do Reino Unido da UE, o plebiscito foi decidido ás pressas , sem as necessárias ponderações á respeito de uma decisão tão séria e relevante como essa saída deveria ouvir atentamente da Casa dos Comuns e do Parlamento. As duas falhas foram sem uma análise direta do dilema e na verdade trouxe ao bloco inúmeras consequências presentes e futuras que darão muito trabalho para os líderes do bloco e para os tecnocratas de Bruxelas, essas duas falhas poderiam ser evitadas.As duas seriam evitadas se os governantes locais ponderassem sobre o assunto com como uma maior prioridade , se fosse vista como uma prioridade do momento , o Reino Unido não teria saído do bloco desta forma abrupta. Aqui foi nossa conclusão , meu prezado leitor sempre busque nos acompanhar aqui no conjunto de colunas em prol do seguinte lema:” o povo faz política”.

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