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A Essência da Belle Époque

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Por Jessé Salvino Cardoso. Neste artigo se propõe a discutir atentamente a política em suas múltiplas facetas. Na perspectiva antropológica a política pode ser vista em três ângulos diferentes, mas que se interagem entre si ao longo da História da humanidade, tal interação abre um conjunto infinito de nuances que produziram tipos e ideologias, que assim permeiam nosso pensamento quando tocamos no assunto.

Que o leitor pode olhar com mais atenção , nas linhas seguintes: no ângulo ocidental que abrange todo continente europeu, onde se olha para as origens da democracia ocidental, em especial a grega.

Como o leitor pode ver assim avançamos em nossos assuntos . Após encerrar a série sobre o Absolutismo na França, após ter falado acerca da invasão da Sérvia , agora irei construir uma série sobre a Belle Époque. Nesta primeira coluna , vou comentar nessa segunda coluna acerca da essência da Belle Époque.

A Belle Époque é normalmente compreendida como um momento na trajetória histórica francesa que teve seu início no final do século XIX, mais ou menos por volta de 1880, e se estendeu até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Mas, na verdade, não é possível demarcar tão rigorosamente seus limites, uma vez que ela é mais um estado espiritual do que algo mais preciso e concreto. Em termos gerais esse estado de espírito na verdade ampliou bem essa duração de tempo demarcada pela História, ao se tratar de um estado espiritual que dominou o cenário por um longo tempo.

Em pensar que a Arte fez florescer um movimento de tamanhas proporções que agitou toda Europa durante a Primeira Guerra Mundial.Esta era é até hoje relembrada como uma época de florescimento total do belo, de transformações, avanços e paz entre o território francês, onde este movimento se centralizou, e os países europeus mais próximos. Surgem novas descobertas e tecnologias, e o cenário cultural fervilha com o aparecimento dos cabarés, do cancan, do cinema. A face artística é subvertida com o nascimento do Impressionismo e da Art Nouveau. Em outras terras a arte e a arquitetura nascentes neste momento são conhecidas como obras de estilo ‘Belle Époque’.

Sinceramente , uma delas, a de 1855, revelou uma oposição entre os seguidores do neoclassicismo de Dominique Ingres e os do romantismo de Eugéne Delacroix. Este saiu vitorioso do embate, estendendo seu triunfo ao movimento cultural por ele representado. Nesta mesma exposição o artista Gustave Courbet, ao ver seus trabalhos rejeitados, montou próximo ao salão das obras expostas seu Pavilhão do Realismo. Em 1867 seus esforços são recompensados, pois neste ano ele e sua obra tornam-se o centro das atenções, com o êxito da escola realista.

Singelamente tal oposição entre duas correntes , na verdade foi um mero confronto de estilo. Em linhas gerais Dominique Ingres defendia um resgate pleno dos valores classicistas advindos da Idade Média , como artista entendia que deveria retornar ao passado.

E por outro lado , Eugéne Delacroix compreende que de fato precisa se recuperar os valores de uma época mais recente. Os dois queriam o novo, mas precisava entender bem o velho, a ocasião de fato convidava harmoniosamente a essa reflexão. A maneira da reflexão que de fato variava de acordo com os interesses de cada movimento, e os artistas buscaram refinar esses interesses, na famosa era dourada.

Neste caso em especial, o ponto marcante desta época foi o estilo de vida boêmio e otimista, com destaque para a França, a qual se tornou o centro Global de toda influência educacional, científica, médica e artística após a instauração da Terceira República Francesa, em 1870. Ademais, se a nação francesa era o polo difusor, Paris era o núcleo da Belle Époque Mundial.

Cada artista francês desempenhava um papel grande para acrescer as novidades do mundo das Artes que alcançava novos patamares. O resultado disso ainda hoje é visível em Paris,os cabarés como o Moulin Rouge; a Torre Eiffel (1889); o Casino de Paris (1890); o Metrô de Paris, etc. Essas obras de Arte demonstram a grandeza do momento em toda Europa.

Indicava também o surgimento do cinema pelos irmãos Lúmiere. A indústria cinematográfica de Auguste e Louis Lumière, dentre outras. O surgimento da sétima arte de fato floresceu graças a dupla criatividade desenvolvida por essa boa dupla pioneira. O empenho de Louis Lúmiere foi ainda demonstrado com clareza no filme a Invenção de Cabret.A recuperação da obra cinematográfica de Louis valeu a pena por inúmeras razões, entre elas, a recuperação plena da obra integral do artista ora perdida.

Assim, pode se dizer em termos gerais que de paris se irradiou para mundo europeu. Isso se pode atestar em diversos países europeus que sofreram semelhantes mudanças no cenário, como uma forma de testemunho da expansão do ideal irradiado por Paris. No Reino Unido pós era vitoriana; na Alemanha do Kaiser Wilhelm I & II; e na Rússia de Alexandre III e Nicolas II.

Diante desse quadro montado de acordo com a vontade artística dos artistas envolvidos , essa kunstwollen esclareceu a visão do período mediante o alinhamento com a vontade sincrônica dos políticos ao seu redor, a vontade política pode prevalecer , em concordância com um apoio do Estado a esses artistas revolucionários , assim devemos considerar esse aspecto .

Agora nos cabe fazer um certo número de perguntas á respeito desse entrosamento entre política e arte nessa época. Como a Arte deve dialogar com a Política? Quem deve procurar quem em busca de apoio? Quem pode recuperar e criar com a Kuntswollen? Como o político deve encarar o artista no mundo atual?

Bem , cada pergunta merece uma resposta coerente e adequada ao seu contexto. Em primeiro lugar a Arte não deve ser apenas uma propagadora dos interesses políticos envolvidos mais , integradora desses interesses rumo ao um caminho que forme cidadãos reflexivos e participativos que saibam interagir com o poder e o criar , sem concorrência legal entre as duas.

E tal ponto de vista deve ser no mínimo respeitado e dirigido a todos cidadãos.Em segundo lugar, o artista deve quando precisar um respaldo político , esse respaldo na verdade requer uma interação com o poder deve ser saudável e adaptável ao interesses da arte e não do poder como ocorre atualmente em diversos países e o mercado da Arte.

Legalmente, essa relação deve ser amparada por dispositivos legais, que amparem o artista parte mais fragilizada do processo , esse amparo deve ser financeiro , extraído de fontes legítimas e não da lavagem que comumente ocorre em diversos países do mundo.

Ligeiramente, caímos em uma barafunda . Por que o artista deve sempre que possível desconfiar desses mecenas atuais? A ação política nunca será insuspeita ou inofensiva ao artista , por essa o filósofo Platão queria uma cidade sem a Arte, por outro lado o artista será o único a se dar muito mal nessa relação, se aceitar o mecenato ainda seja uma forma de suborno a sua arte questionadora e ofensiva ao poder.

Em terceiro lugar , um artista nunca pode prever quando dinheiro ofertado por um político ou um comprador da sua arte proveio de fontes suspeitas . Seguro desse ponto de vista, o artista deve usar sua Kunstwollen em prol de uma arte apurada e fria de acordo com seus interesses de um formato exato e concreto, essa exatidão de fato desafia com fogo as realidades desenhadas pelos artistas.

Encarar com essas linhas de pensamento , aos artistas cabe alguns conselhos, primeiro a criação do artista se reserva assim uma fogueira plena de criação seria apenas uma explosão da Kunstwollen em sua essência concreta do poder de criação, o criador no caso do artista desempenha uma visão de uma nova Gênesis a partir de uma criação concreta .

Por ter uma visão apurada e plena se identifica com a força emanada do kunstwollen. Essa identificação amplia a diminuição considerada e adequada de acordo com as fogueiras da criação , pois a criatividade do artista se deriva de sua força de vontade como um criador definido com um mundo em mutação, no caso em nossa Pós-Modernidade Líquida apontada por Zigmunt Bauman em diversas obras desenham esse tipo de pensamento.

O momento oportuno desenhado para um encontro da Arte com a política , foi desenhado pelo quadrinistas e de acordo com a visão deslumbrada e norteadora da nona arte , então sétima e a nona arte descortinam uma visão acelerada acerca do mundo , cabe ao artista redescobrir as formas de readequar essa estrutura social, essa linha norteadora dirige assim as duas artes.

Quando atinge o auge necessário o artista desempenha seu papel de formador de opinião que assume diversas formas de existência que se readéqua ao desafios da vida criativa e do mundo em mutações, esse novo desenho recriar um caminho adequado.

Usualmente o artista adota a mentalidade que achar mais amigável ao seu ponto de vista , nesse poucos artistas defendem sua independência total. A maioria entende que a Arte em algum momento deve ajudar a conceber o Estado como algo realmente gigante, e controlador , e não a ideia dominante do Estado Mínimo pregado por boa parte da elite política , e a conceber a formação crítica do cidadão.

Encaminhando-se para uma possível conclusão, artista deve também assumir o papel de cidadão crítico ao conceber suas obras de Arte e articular junto aos seus apreciadores do seu trabalho , por uma nova mentalidade que se adéque as realidades coletivas vivenciadas, e reafirmo tudo que acima foi referido , dando assim a capacidade do artista não pode nem deve ser alterada mediante apoio político e financeiro para produção da sua arte. Caro leitor nos acompanhe por aqui , e dê sua opinião.

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